Com o seu estilo inconfundível, Marta Alabau oferece-nos uma imagem tão poética quanto provocadora. Nesta obra, a princesa exibe um penteado imponente que se transforma numa gaiola, contendo um pequeno pássaro azul que observa com serenidade. Sobre o seu ombro, outra ave colorida acompanha-a, livre e orgulhosa, como símbolo da dualidade entre a mente e o instinto, entre aquilo que se guarda e aquilo que se deixa voar.
O título brinca com a expressão popular “ter passarinhos na cabeça”, ressignificando-a como um convite a não temer a imaginação, as ideias loucas ou os pensamentos livres. Com a sua paleta de tons suaves e o minucioso detalhe no vestuário e nos ornamentos, Alabau cria uma cena carregada de ironia, beleza e reflexão. Uma obra que, sob a sua aparência elegante e quase onírica, lança uma crítica subtil às normas sociais e às gaiolas autoimpostas.



